O que é o Plano Diretor?

O que é o Plano Diretor?

Ao longo dos anos, a Universidade ampliou sua estrutura física. Foram implantados diversos edifícios para comportar o aumento do número de cursos e laboratórios de ensino, pesquisa e extensão. A implantação dos primeiros edifícios, balizadas por projetos urbanísticos desenvolvidos em 1973 e 1984, 1 como era de se esperar, não previu totalmente o crescimento e as mudanças de contexto que a universidade vivenciou ao longo de seus mais de 60 anos de vida. A ausência de uma adaptação desses projetos e atualização para ferramentas mais recentes de planejamento gerou alguns problemas relacionados ao espaço físico da universidade.

Questões como essas carecem de um instrumento de planejamento capaz de nortear ações com foco em minimizar, resolver ou evitar problemas relacionados à estrutura física dos Câmpus. Esse instrumento deve, ainda, otimizar os investimentos e destacar o potencial da universidade, por meio da oferta de espaços que contribuam com a qualidade de vida dos alunos e servidores. Ademais, novas expansões surgirão, e com isso, há a necessidade de um mecanismo que oriente esse crescimento.

Nesse sentido, o Estatuto da Cidade (Lei Federal nº 10.257/2001), que “estabelece diretrizes gerais da política urbana”, traz o Plano Diretor como um instrumento capaz de direcionar esse ordenamento territorial. Por sua vez, a gestão da Universidade reconhece a importância desse instrumento e adotou o Plano Diretor como uma estratégia de planejamento urbano para os Câmpus da UFG.

A elaboração deste Plano Diretor surgiu como parte integrante do Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI/2023), motivada pela criação do Grupo de Trabalho Estratégico de Infraestrutura da Universidade Federal de Goiás, estabelecido pela Portaria nº 2377, de 27 de junho de 2022. Esse Grupo deu origem à comissão responsável pela elaboração do Plano Diretor, conforme Portaria nº 1989, de 11 de abril de 2024.

O objetivo principal do Plano Diretor da UFG é orientar o desenvolvimento e ordenamento territorial para que gerem impactos positivos na qualidade de vida dos usuários. Ele atende às necessidades da instituição quanto ao planejamento de seu espaço físico, direcionamento das futuras expansões e à gestão de seus recursos e investimentos em estrutura física, visando a um desenvolvimento harmônico, sustentável e que atenda às demandas de sua crescente comunidade acadêmica.

O Plano Diretor proposto terá uma vigência de 10 anos, tempo que permite a implementação e avaliação de algumas das ações propostas, bem como a criação e articulação com outros Planos Setoriais derivados. Apesar dessa vigência, o Plano Diretor deverá ser monitorado constantemente por uma equipe permanente e poderá ser revisado a cada 2 ou 3 anos para que se mantenha dinâmico e se adapte às mudanças de contexto interno e externo à Universidade.

O Plano Diretor da UFG contemplará todos os Câmpus em funcionamento: Câmpus Colemar Natal e Silva, Câmpus Samambaia, Câmpus Goiás e Câmpus Aparecida. Além dos citados, o novo Câmpus a ser implementado em Cidade Ocidental e o Centro Avançado de Caldas Novas também contarão com as diretrizes desenvolvidas neste Plano para o direcionamento do projeto urbanístico e parâmetros construtivos para suas edificações.

Para a elaboração do Plano Diretor da UFG, a metodologia adotada considera 6 etapas de trabalho: a primeira consiste no levantamento da situação atual dos Câmpus; a segunda, no diagnóstico de problemas e potencialidades; a terceira, na elaboração de diretrizes para o uso e ocupação do território; a quarta, na elaboração de parâmetros técnicos para projetos de arquitetura e engenharia; a quinta, na etapa de monitoramento das ações implementadas e a sexta, etapa de aprovação do Plano pelo CONSUNI.

1Registros encontrados do projeto urbanístico que ordenava a implantação dos primeiros edifícios dos Câmpus Colemar Natal e Silva e Samambaia. Esses projetos serão apresentados no Capítulo 1.


Metodologia

Esquema ilustrando as etapas da metodologia


Eixos Temáticos

Uso Urbano e Patrimônio

Refere-se ao uso e ocupação, gabarito de altura, recuos, características físicas das edificações e identificação de edifícios com interesse histórico.

Infraestrutura Urbana

Redes de internet, iluminação, vias, drenagem, abastecimento de água e esgoto.

Mobilidade e Acessibilidade

Linhas de transporte público, equipamentos de suporte como pontos de embarque e desembarque, paraciclos, ciclovias e acessibilidade universal dentro e fora dos edifícios.

Interação Social

Relação de atendimento ao público externo, sinalização e comunicação visual, espaços de convivência e pontos de apoio à comunidade interna.

Segurança

Segurança urbana e dos edifícios.

Meio Ambiente

Considera as áreas verdes de preservação, relação entre espaço construído e não construído, sombreamento por arborização, recursos hídricos e resíduos sólidos.